terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

A adoração através da Bíblia



Como adorar a Deus? São muitos o que enxergam nessa simples pergunta um ranço de religiosidade ou tendência ao tradicionalismo. Não é difícil ouvir que você deve adorar de acordo com o que "sente no coração". Alguém já disse que "é a sua verdade que importa", e que Deus aceita "se você faz de coração".
Mas não é essa história que a Bíblia conta. Deus não apenas rejeitou atos de adoração sinceros, como os castigou severamente todas as vezes que eles não se adequavam à sua vontade declarada. Nem mesmo Moisés, o homem que falava face a face com Deus, teve liberdade para adorar como sentisse no coração; ao contrário, ele é elogiado por fazer de forma detalhada tudo o que Deus mandou (Êxodo 40.16).



A Bíblia conta a história da adoração; mas vai além, conta como Deus quer ser adorado. O culto não pode ser fruto de nossas intenções ou criatividade; mas deve ser fruto de nossa obediência e submissão. Nos textos seguintes pretendo avançar nesse assunto; por enquanto deixo abaixo as primeiras anotações que a Palavra de Deus nos dá acerca da prática da adoração. 
  1. O primeiro ato de adoração foi o sacrifício de Abel (Gênesis 4:4). Deus teve prazer em Abel e na sua oferta, mostrando que o adorador é tão importante quanto o ato de adoração.
Abel ofereceu uma ovelha como sacrifício de louvor, nós devemos oferecer nossos próprios corpos (Romanos 12:1).
  1. Os instrumentos musicais têm sua origem com Jubal, descendente de Caim; ele foi o pai dos que tocam harpa e flauta (Gênesis 4:21).
  2. O culto público começou com Enos, filho de Sete, é a partir dele que o nome do Senhor começa a ser invocado na terra. Certamente antes de Enos havia atos de adoração, mas a partir dele passa a haver cultos, reuniões com o único objetivo de invocar e adorar a Deus.
  3. Adoração como estilo de vida aparece com Enoque (Gênesis 5:22,24) que “andou com Deus” demonstrando que ele tinha comunhão com Deus em vários aspectos. Outro homem que viveu assim foi Noé (Gn 6:9). A expressão “andou com Deus” não significa crer em Deus ou obedece-lo simplesmente, é bem mais que isso, trata-se de conformar-se à vontade de Deus nos mais diferentes aspectos.
  4. O primeiro altar dedicado a adorar o Senhor (Gênesis 8:20) foi levantado por Noé após o livramento que Deus deu à sua família através da arca.
  5. O primeiro culto descrito na Bíblia (Gênesis 8:20-22) é ministrado por Noé, que aparece como um dos primeiros ministros de louvor na Bíblia. É nessa ocasião que Deus avalia o culto oferecido a Ele como um “suave cheiro”.
Em outras ocasiões, em que os “adoradores” estavam em pecado, Deus avaliou o culto oferecido a Ele como desagradável (Isaías 1:11), abominável e insuportável, aborrecível e sofrível (Isaías 1:13-14).
  1. O primeiro homem a consagrar sua vida inteiramente a Deus (Gênesis 12:1-4) foi Abraão. Ele também é o segundo homem a edificar altares para invocar o nome do Senhor.
A vida de Abraão, que ocupa os capítulos 12 a 25 de Gênesis, é o primeiro testemunho mais detalhado da vida de um adorador com seus acertos e erros.
  1. A “circuncisão” era um sinal físico na carne (Gênesis 17:9-14) que identificava os filhos de Deus, isso porque a aliança em entre Deus e o homem deveria estar visível na sua carne, no seu corpo (Gênesis 17:13).
Os corpos que são oferecidos em sacrifício vivo a Deus (Romanos 12:1) devem estar visivelmente marcados (Romanos 2:29; Colossenses 2:11).
Os verdadeiros adoradores são os verdadeiros circuncidados (Filipenses 3:3).
  1. Deus exige o melhor dos adoradores (Gênesis 22:1-19), isso fica claro na oferta de Abel e Caim e ainda mais na prova que Deus submeteu a Abraão, exigindo que ele lhe oferecesse sobre um altar em holocausto o seu único e amado filho Isaque.
O nosso temor a Deus só pode ser demonstrado através da obediência, somente isso faz o nosso sacrifício, o nosso culto ser aceito (Gênesis 22:12).
  1. A primeira vez que um grupo específico de pessoas é consagrado a Deus (Êxodo 13:1), são os primogênitos que foram salvos mediante o sangue do cordeiro quando a décima praga abateu-se sobre o Egito.
  2. O Louvor é uma expressão de gratidão a Deus (Êxodo 15:1-21), é isso que demonstra o cântico de Moisés e a dança de Miriã, após Deus livra-los dos exércitos dos egípcios.
  3. Leis acerca dos altares (Êxodo 20:22-26): O altar é  o lugar de adoração e sacrifício. Mas todo sacrifício, até o sacrifício de louvor, que é o oferecimento do nosso próprio “eu” em adoração, deve depender exclusivamente da graça de Deus e não dos nossos próprios méritos ou esforços.
Por essa razão o altar deveria ser de terra; se fosse de pedras, não poderia ser de pedras lavradas; pois um altar deve demonstrar apenas a graça de Deus e não a sabedoria ou arte humana (Êxodo 20:25). Essa lei acerca do altar mostra que na adoração não há espaço para o orgulho humano.
O altar também não poderia ter degraus, para que não acontecesse que a nudez de uma pessoa fosse ali exposta. A decência é exigência absoluta no culto a Deus (Êxodo 20:26).
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