domingo, 24 de fevereiro de 2019

Armínio ensinou que salvos podem perder a salvação?



A doutrina arminiana afirma a possibilidade de uma salvo poder a salvação?
Acerca dessa questão, Jacobus Arminius afirmou claramente que não havia conseguido chegar a uma definição e que nunca ensinou que salvos podem perder a salvação.
"Embora eu aqui, aberta e sinceramente, afirmo que eu nunca ensinei que um verdadeiro crente pode, total ou finalmente, abandonar a fé, e perecer; todavia não nego que haja passagens da Escritura que me parecem apresentar este aspecto; e as respostas a elas que tive a oportunidade de ver não se mostraram, em minha opinião, convincentes em todos os pontos. Por outro lado, certas passagens são fornecidas para a doutrina contrária [da perseverança incondicional] que merecem especial consideração”.
JACOBUS ARMINIUS (1560-1609)
(Works, vol 1: The perseverance of the saints).

Um ano após a morte de Armínio, seus seguidores se reuniram e organizaram a doutrina que ele ensinava num documento conhecido como Os Cinco Pontos do Arminianismo. O 5º ponto trata da possibilidade do salvo perder a salvação; mas nessa reunião, os primeiros arminianos decidiram que “isto deve ser assunto de uma pesquisa mais acurada nas Santas Escrituras antes que possamos ensiná-lo com inteira segurança”. Essa orientação honrava Arminius que afirmou nunca ter ensinado que um salvo pode perder a salvação.
“Os verdadeiros crentes têm força suficiente, por meio da graça divina, para lutar contra Satanás, contra o pecado e contra sua própria carne, e para vencê-los. Mas, se eles, em razão da negligência, podem ou não apostatar da fé verdadeira e vir a perder a alegria de uma boa consciência, caindo da graça, é uma questão que precisa ser melhor examinada à luz das Sagradas Escrituras”.
5º ponto do Arminianismo (A Remonstrância, 1610).
A Remonstrância foi o nome dado ao documento contendo os 5 pontos do Arminianismo na assembleia dos seguidores de Arminius em 1610. Por causa desse documento eles ficaram conhecidos como Remonstrantes.
Quando os arminianos tentaram implantar a doutrina arminiana nas igrejas holandesas, foi convocado, o Sínodo Nacional das Igrejas para examinar os ensinos de Arminius à luz das Escrituras.
Reunido na cidade holandesa de Dort, depois de sete meses e 154 sessões, de 1618 a 1619, o Sínodo de Dort considerou a doutrina arminiana contrária à Escritura e a declarou herética. Os teólogos, então, elaboraram a teologia reformada em Cinco pontos para se contrapor à doutrina arminiana. Em homenagem ao reformador João Calvino, esse documento ficou conhecido como Os Cinco Pontos do Calvinismo.
Os arminianos então fundaram a Irmandade Remonstrante (ou Igreja Remonstrante) na Holanda e deram continuidade ao desenvolvimento da teologia de Jacobus Arminius. Anos depois um grupo resolveu a questão que havia sido deixada aberta no 5º ponto afirmando que “pessoas verdadeiramente regeneradas, ao negligenciarem a graça e entristecerem o Espírito Santo com pecado, decaem totalmente e, finalmente, da graça para a eterna reprovação". No entanto, essa posição não representa todos os arminianos.

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