sábado, 23 de fevereiro de 2019

Defesa da doutrina da perseverança dos santos



Nas palavras de Arthur Stone, a perseverança dos santos “é a total impossibilidade para o eleito de Deus, aquele que foi convencido de pecado pelo Espírito Santo e lavado no precioso sangue de Jesus, de se perder”. Vejamos alguns testemunhos bíblicos a respeito dessa doutrina:
1.       Salvar o homem do poder do pecado foi o Plano de Deus desde o início.
Gênesis 3.15 – “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (cf. Gl 3.16).
Este texto é denominado “Proto-Evangelho”, a primeira referência feita ao Redentor, e trata da eterna inimizade entre aqueles que amam a Deus e os que amam a si mesmo (representada no conflito entre Caim e Abel).

2.      Jesus se comprometeu com o Pai Eterno que nenhum salvo seria lançado fora, não se perderia, e seria ressuscitado no último dia:
João 6.37-40 – “Todo aquele que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei. Pois desci dos céus, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou. E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. Porque a vontade de meu Pai é que todo aquele que olhar para o Filho e nele crer tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia"
3.      Jesus se comprometeu diretamente com os seus discípulos que nada e nem ninguém poderia arrancá-los das mãos de Deus (Jesus garante a salvação eterna do seu povo):
João 10:28 – “Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão”.
João 10:29 – “Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai”.
4.      Jesus intercede ao Pai pela preservação dos salvos, para que nada tire deles a Graça, e é inconcebível que a oração de Jesus em favor dos salvos fique sem resposta. Isto é, não somos nós que seguramos na mão de Deus, mas Ele segura em nossa mão para que não nos percamos.
João 17:9 – “Eu rogo por eles. Não estou rogando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus”.
João 17:24 – “Pai, quero que os que me deste estejam comigo onde eu estou e vejam a minha glória, a glória que me deste porque me amaste antes da criação do mundo”.
5.      O Pai dá autoridade ao Filho para que Ele conceda vida eterna a todos os que o Pai dá ao Filho. É correto afirmar que só é verdadeiramente salvo aquele que foi dado ao Filho pelo Pai.
João 17:2 – “Pois lhe deste autoridade sobre toda a humanidade, para que conceda a vida eterna a todos os que lhe deste”.
João 17:6 – “Eu revelei teu nome àqueles que do mundo me deste. Eles eram teus; tu os deste a mim, e eles têm obedecido à tua palavra”.
6.      Na salvação não há possibilidade de perdição porque Jesus salva totalmente.
Romanos 8:34 – “Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós”.
Hebreus 7:25 –  “Portanto, ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles”.
7.      Em sua oração ao Pai, Jesus roga que o Pai os guarde, para que nenhum dos salvos se perca:
João 17:11 – “Não ficarei mais no mundo, mas eles ainda estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, protege-os em teu nome, o nome que me deste, para que sejam um, assim como somos um”.
João 17:12 – “Enquanto estava com eles, eu os protegi e os guardei no nome que me deste. Nenhum deles se perdeu, a não ser aquele que estava destinado à perdição, para que se cumprisse a Escritura”.
Em outras palavras: Jesus sabia que, se dependêssemos de nós, nenhum de nós permaneceria no caminho. É por isso que Ele ora diretamente ao Pai, pedindo ao Pai que não permita que nos percamos. É como se Jesus pedisse: “Proteja-os deles mesmos”.
8.      A Palavra de Deus garante que todos os que foram “justificados” também serão “glorificados”. Isso significa que ninguém que seja justificado ficará pelo caminho não alcançando a glorificação.
Romanos 8:30 – “E aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou”.
A Confissão de Westminster diz: “Os que Deus aceitou em seu Bem-Amado, eficazmente chamados e santificados pelo seu Espírito, não podem cair do estado de graça, nem total nem finalmente; mas, com toda certeza, hão de perseverar nesse estado até o fim e estarão eternamente salvos” (XVII. 1).
9.      Outra razão pela qual o salvo não pode perder a salvação é porque quando ele foi lavado pelo sangue de Jesus Cristo, ele foi aperfeiçoado para sempre:
Hebreus 10:14 – “(...) porque, por meio de um único sacrifício, ele aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados”.
A expressão pode significar também “aperfeiçoou completamente” ou “de maneira definitiva”. A ideia é que a obra de Deus é perfeita, não precisa de reparos nem de complementação.
 10.  Outra prova irrefutável de que o salvo não pode perder a sua salvação é o fato do Espírito Santo habitar nele.
II Coríntios 1:21-22 – “Ora, é Deus que faz que nós e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos ungiu, nos selou como sua propriedade e pôs o seu Espírito em nossos corações como garantia do que está por vir”.
O Espírito é um selo significando que Deus nos selou para a Salvação. O Espírito é também um penhor, a garantia da salvação completa que ainda será realizada.
Deus sabe que nós não podemos garantir nossa salvação e que, se depender de nós, a perdição é uma certeza. Então, para que nossa fraqueza e natureza pecaminosa não destruíssem nossa esperança em Cristo Jesus, Deus nos dá um selo, uma garantia eterna de que Ele cumprirá sua promessa de receber-nos em sua glória.
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