quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

É correto orar em objetos para abençoá-los, desfazer maldição ou consagrá-los?


Orar em objetos não é uma prática bíblica. A oração em objetos como roupas, carteira de trabalho e carros é apenas uma imitação do hábito de "benzer" do catolicismo popular. Deus abençoa pessoas e não coisas; se você é abençoado, assim será sua casa e suas coisas.

Ungir objetos como móveis e espaços da casa com óleo igualmente não é uma prática bíblica. Os móveis e objetos do Tabernáculo foram ungidos com óleo simbolizando sua consagração a Deus. Essa é a única ocorrência bíblica e nada tem a ver com o hábito de ungir para afastar demônios ou purificar lugares; o que seria substituir a fé pela superstição e misticismo. Leia com atenção os sete pontos abaixo:

  • Há oração em objetos na Bíblia? Não. Essa é uma prática que o catolicismo popular incorporou do espiritismo e de seitas orientais.
  • Há consagração de objetos na Bíblia? Sim, apenas na consagração dos objetos do Tabernáculo (Levítico 8.10). Tanto o Tabernáculo quanto o templo (que tinham seus objetos ungidos) apontam para a vida do cristão. Ou seja, assim como os móveis do Tabernáculo e do Templo eram ungidos, assim o crente que é o templo do Espírito “possui a unção que vem do Santo” (1 João 2.20). Quantas às coisas que temos devemos seguir o exemplo de Jesus: “todas as minhas coisas são tuas” (João 17.10).
  • Não há relatos bíblicos de servos de Deus orando ou abençoando objetos. Deus abençoa pessoas e não coisas.
  • Em Lucas 8.46 fala da mulher que tocou nas vestes de Jesus; mas, obviamente, não se deduz que havia algum poder nas roupas de Jesus.
  • Alguns defendem a consagração de roupas ou objetos pessoais usando o relato das pessoas que levavam roupas e lençóis que pertenciam ao apóstolo Paulo para pessoas que estavam enfermas ou possessas (Atos 19.11-12). Mas, atenção:
    • Não há aqui a ênfase do poder contido nos objetos, mas a convicção das pessoas que o Deus de Paulo poderia operar milagres mesmo que Paulo não estivesse presente;
    • Não diz o texto que milagres aconteciam mediante as roupas ou objetos de Paulo, de modo que o texto mostra apenas o fascínio que o ministério de Paulo exercia e também o misticismo que as pessoas naturalmente têm. Assim, em vez que buscarem ao Deus de Paulo, achavam mais fácil usar o lenço que Paulo enxugou a testa ou escarrou o nariz. Percebe o tamanho da superstição, da idolatria e da tolice?
    • Esse relato serve para mostrar o caráter extraordinário do ministério de Paulo, marcado por milagres (2 Coríntios 12.12) através do qual “a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente” (Atos 19.20).
  • O termo ungir aparece oito vezes no Novo Testamento (Mt 6:17; Mc 6:13; 16:1; Lc 7:38,46; Jo 11:2; 12:13; Tg 6:14) e, em nenhuma vez, trata de unção de objetos.
  • Se uma pessoal mal intencionada me der uma roupa de presente ou uma comida consagrada a algum espírito ou com algum “trabalho espiritual” com o objetivo de me prejudicar, devo orar para desfazer isso?
    • Não. Os crentes de coríntios passavam por uma situação parecida com as carnes consagradas a ídolos. Paulo os orienta a comerem da carne sem problema algum, sem oração ou mesmo perguntar nada a respeito (1 Coríntios 10.27). Se temos certeza da nossa fé e do Deus que habita em nós, então não há nada a temer.
    • Orar para desfazer algum feitiço ou consagração espiritual, consagrar ou ungir o objeto com óleo ou mesmo jogá-lo fora só mostrará que somos tão supersticiosos quanto a pessoa que nos deu isso. Um cristão que age assim mostra-se fraco na fé, não crê realmente que é guardado por Deus e habitado pelo Espírito. 

Orar em objetos para desfazer algum mal ou conseguir alguma graça é o tipo de prática supersticiosa que tem sido popularizada em muitas igrejas evangélicas em razão de um conhecimento bíblico cada vez menor e de uma fé cada vez mais fraca; o resultado é cada vez mais crentes com medo de assombração e feitiços, macumbas e simpatias. A Palavra de Deus deixa claro que aqueles que estão em Cristo não devem ter nenhum receio dessas coisas.

Nossa defesa contra as hostes espirituais da maldade é o sangue de Cristo que nos marca, o Espírito que nos enche e a armadura de Deus que nos reveste. Se tiver isso, nenhuma comida ou roupas consagradas a demônios lhe causará mal algum; mas se não tiver, não será oração supersticiosa ou óleo ungido que te livrará das garras do diabo que anda em derredor rugindo como leão esperando o momento de te devorar (1 Pedro 5.8).

Sendo assim meu irmão, abandone essas práticas não cristãs. Creia em Deus, creia no Evangelho e leia sua Bíblia.
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