sexta-feira, 8 de março de 2019

Em Cristo, toda mulher é bendita!



Quando Adão viu Eva ele fez o primeiro poema que se tem notícia. Desde então as mulheres inspiram nos homens poemas, poesias e canções, desde “olha que coisa mais linda, mais cheia de graça”, passando por “Maria, Maria, Maria é um dom, uma certa magia” até “complicada e perfeitinha”, por que não? 

Sara, a mulher de beleza encantadora mesmo já na terceira idade, nos ensinou como ser gratos a Deus celebrando com sorrisos a cumprimento da promessa de Deus. Se Sara sorriu, foi dançando que a profetisa Miriã, sem se importar com seus sisudos irmãos Moisés e Arão, com um tamborim nas mãos e pés nos chão, adorou o Senhor fazendo todas as outras mulheres dançarem após a passagem pelo mar vermelho. 


Antes disso as egípcias Sifrá e Puá entraram para a história como corajosas parteiras que desobedeceram ao rei Faraó por temerem ao Rei do universo. 

Alguns séculos mais tarde, Raabe encontrou sua redenção ao confiar no Deus de Israel e tomar a decisão corajosa de esconder os espias israelitas em sua casa. Ela que era tão somente uma prostituta, torna-se pela fé e pela coragem passará a figurar ao lado das célebres mulheres que nos deram Jesus Cristo. 

Coragem e fé também não faltaram à juíza Débora nem à destemida Jael, através de quem Deus livrou seu povo de duríssima opressão. Contemporânea delas, Rute tornou-se até hoje exemplo de fidelidade e altruísmo. 

Ana se entregou tão completamente ao Senhor em oração, entre lágrimas e soluções, que o grande sacerdote Eli pensou que ela estava embriagada. Mas não, ela estava era já sendo exemplo para o filho que teria e que se tornaria um dos mais amados líderes do povo e poderosamente usado pelo Senhor Deus. 

Quem conheceu a opressão de perto, mas também teve coragem foi Abigail. Nas palavras de Annie Muceline:
“Abigail era casada com um homem absolutamente ignorante. No entanto, nem a tolice do seu marido, nem mesmo na época em que eles viveram, foram obstáculo para ela. Abigail era uma mulher muito inteligente, que sabia administrar os negócios da família e se mantinha informada sobre o que estava acontecendo dentro e fora do seu território. Graça, sabedoria e misericórdia são palavras que podem descrevê-la muito bem. Seu caráter era tão impressionante que, quando o seu marido imbecil morreu, ela se casou com o rei”. 
Numa época de crise, quando a corrupção, a violência e a injustiça imperavam, um jovem rei temente a Deus e toda sua corte recorreram à Hulda, uma profetisa. Coube a essa mulher anunciar ao rei e à toda nação o duríssimo julgamento de Deus. 

Em tempos de incertezas, a jovem refugiada Hadassa, mais conhecida como Ester, usou sua beleza e carisma para conquistar a atenção do rei e a simpatia de todos à sua volta. Mas foi seu espírito forte, seu senso de propósito e dependência de Deus que a fez tornar-se instrumento de Deus para salvação de todo seu povo. 

Numa certa tarde quente, numa cidadezinha nas montanhas de Judá, conversavam animadamente Isabel e Maria. A primeira, grávida de João Batista, a voz que clama no deserto que prepararia o povo para a chegada do Filho de Deus. A segunda, grávida do nosso Senhor Jesus, a Esperança das nações, o Deus encarnado que nos mostraria de fato o que é o amor. Cheia do Espírito Santo, Isabel chamou Maria de mulher bem-aventurada, bendita entre as mulheres; como são benditas todas as outras mulheres que também trazem em si a graça de Deus. 

E quantas mulheres perdidas e oprimidas o filho de Maria tornou benditas. A mulher encurvada, as irmãs Maria e Marta, a mulher enferma, aquela viúva imersa em desespero pela morte do filho, a prostituta que foi chamada de filha, a pecadora que ele libertou com seu amor, a mãe aflita que não se importou em implorar como um cachorrinho pelas migalhas de bênção e recebeu bem mais que imaginou. 

Lídia, comerciante e temente a Deus, recebeu o Evangelho e fez da sua casa uma igreja. Priscila era uma profissional liberal, fabricante de tendas, e junto com seu marido destacou-se no apoio irrestrito ao ministério de Paulo e Apolo. Febe, descrita por Paulo como a “protetora de muitos, inclusive de mim”, é a primeira pessoa das várias a que Paulo vai agradecer ao final de sua carta aos Romanos. 

A essas mulheres seguiram-se tantas outras, mulheres indignas, perdidas, pecadoras, oprimidas, que em Cristo se tornam também benditas, bem aventuradas. Porque em Cristo toda mulher é bendita e todo homem tem o dever de honrá-las, como fez Paulo ordenando a Timóteo que tratasse todas as mulheres idosas como se fossem suas mães, e todas as moças como se fossem suas irmãs. Que todos os homens tenham em Cristo seu exemplo e que todas as mulheres recebam de Cristo a graça que restaura aquilo que se perdeu e a vida que só Ele pode dar.
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