quinta-feira, 9 de maio de 2019

O que você escolheria?

o que você escolheria

Se você tivesse que escolher entre ter um bom presidente da República ou ter instituições sólidas, o que escolheria?
Há uma frase famosa* que diz que “O preço da liberdade é a eterna vigilância”. O que sugere que devemos ser cuidadosos o tempo todo, não interessa quem esteja no poder. Assim, o que faz um governante ser bom não é o fato de ele ser ou não honesto, mas a vigilância que se faz sobre ele.

É por isso que ter instituições fortes é mais importante que ter um bom presidente. Seja com Bolsonaro ou com Haddad, é essencial que o Ministério Público, a Polícia Federal, o judiciário em geral e os órgãos de controle sejam fortes, sólidos e independentes.

Você certamente teria por mal intencionado se alguém que trabalha com alimentos quisesse o fim ou o enfraquecimento da Vigilância Sanitária. Também não haveria dúvidas quanto às intenções de comerciantes que quisessem o enfraquecimento do Código de Defesa do Consumidor. Isso porque é a Vigilância Sanitária e o Código de Defesa do Consumidor que permitem a população praticar a eterna vigilância que garante sua liberdade e bem estar.

Tanto Bolsonaro como Haddad representam um desafio nesse aspecto. Dado à certa solidez das instituições brasileiras, não acredito que a nossa democracia corra riscos com nenhum dos dois. Nem Haddad levaria o país a se tornar uma Venezuela, nem Bolsonaro traria de volta o regime militar. Mas é sabido que nenhum dos dois tem o apreço pelas instituições de controle que um presidenciável deveria ter. Enfim, mais do que nunca, a eterna vigilância deve ser o nosso trabalho.


*A autoria da afirmação é incerta. Alguns atribuem a frase a Aldous Huxley, autor de Admirável mundo novo; outros a Thomas Jefferson, terceiro presidente dos Estados Unidos. Há ainda quem diga que a afirmação é do estadista irlandês John Philpot Curran, como aqueles que creditam a autoria a Patrick Henry, que governou a Virgínia no século XVIII.
**Texto escrito antes das eleições presidenciais de 2018, que acabariam dando a vitória a Jair Bolsonaro. 
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