terça-feira, 10 de setembro de 2019

A história do Setembro Amarelo




A campanha do Setembro Amarelo tem origem[1] em uma campanha que começou durante o funeral de um rapaz de 17 anos em 1994. O movimento que começou ali deu origem à fundação chamada Yellow Ribbon (“Fita Amarela”). A cor escolhida foi por causa de um Ford Mustang amarelo. 

Michael Emme 


O rapaz era Michael Emme, um jovem de Westminster, no Colorado, conhecido pelos amigos como “Mustang Mike”. O motivo? Ele era fã do Ford Mustang e, antes mesmo de ter idade para dirigir, resgatou um Ford Mustang 1968 de um campo em que estava abandonado. Ele comprou, reconstruiu (como ele tinha outros) e pintou de amarelo brilhante. Como Mike ficou cada vez mais conhecido por sua capacidade mecânica e por ajudar outros adolescentes e amigos - ele ficou conhecido como "Mustang Mike".[2]



Mike era descrito pelos pais, Dale e Darlene Emme, como um jovem de bom coração, generoso e bem humorado. No entanto, às 23:52 do dia 8 setembro de 1994, o casal chegou em casa e se deparou com algo terrível. O Mustang estava parado na frente da casa, como de costume, mas Mike estava dentro do carro já sem vida. Ele havia dado um tiro em si mesmo, e havia um bilhete perto do corpo.
“Mãe pai, não se culpem. Eu amo vocês” - dizia o papel - “Com amor, Mike. 11:45 pm”.
Mike cometeu suicídio sete minutos antes de seus pais aparecerem. Eles poderiam ter salvo o filho. 

Mike era muito querido pela vizinhança e pelos amigos, e em poucas horas a casa estava cheia de pessoas ligadas a ele. Conversando com os jovens, os pais de Mike viram que a tragédia de seu filho não precisava ser em vão. Foi quando eles tiveram a ideia de criar “lembranças” de Mike – objetos simples que fossem carregados com a memória do filho, e que de alguma forma pudessem ajudar jovens na mesma situação a escaparem de um fim precoce e triste como o dele. 

Afinal, Mike havia tirado a vida por não saber como pedir ajuda – o que é assustadoramente comum em casos de distúrbios mentais como depressão e ansiedade. Estas doenças afetam o comportamento de forma silenciosa, e frequentemente se passam por simples tristeza, ou por supostas características da personalidade do indivíduo. 


Então, surgiu a ideia das fitas amarelas, como o Mustang de Mike, cada uma delas presa a um cartão. Com a ideia de ajudar jovens que contemplavam o suicídio a expor sua situação, os pais e os amigos de Mike fizeram cartões com uma mensagem simples: 

“se você está pensando em suicídio, entregue este cartão a alguém e peça ajuda!”.[3]

Eles confeccionaram 500 cartões com fitas amarelas e, durante seu funeral, colocaram todos em um cesto. No fim da cerimônia, todos os cartões haviam sido levados por alguém e começaram a se espalhar pelo país. Semanas depois, Dale e Darlene Emme começaram a receber ligações, cartas e emails de pessoas que haviam recebido o cartão de alguém. 

A Organização Yellow Ribbon 


De lá para cá, a Yellow Ribbon[4] tornou-se um programa de prevenção ao suicídio baseado nos cartões e nas fitas amarelas. Os cartões são direcionados aos adolescentes e jovens, enquanto os adultos recebem informações sobre como agir ao receber um cartão. 

Parece um gesto bobo, mas o primeiro passo para superar a depressão é identificá-la e diagnosticá-la. Muitas vezes, uma simples conversa pode levar a uma visita ao psicólogo ou ao psiquiatra – e, com ajuda profissional, a depressão pode ser combatida e controlada. 

Segundo a Yellow Ribbon, já foram distribuídos mais de 19 milhões de cartões que, nos últimos 25 anos, ajudaram a evitar quase 115.000 suicídios entre jovens. Ainda assim, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), ocorrem cerca de 800.000 suicídios por ano em todo o planeta, a maioria deles decorrentes de transtornos mentais. 


No Brasil 


Desde 2003, a OMS adotou o dia 10 de setembro como o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio. Enquanto, no mundo, n. A situação é grave: 
  • No mundo, uma pessoa se suicida no mundo a cada 40 segundos;[5]
  • No Brasil, uma pessoa dá fim à própria vida a cada 45 minutos;[6]
  • O suicídio é a segunda maior causa de mortes de jovens entre 15 a 24 anos, segundo pesquisa do CVV (Centro de Valorização à Vida). Só perde para acidentes.[7]
A campanha Setembro Amarelo é uma iniciativa do Centro de Valorização à Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), inspirada na história de Michael Emme e na Yellow Ribbon. 

Procure ajuda 


Se você tem sintomas de depressão ou pensamentos suicidas busque ajuda. Uma boa forma de fazê-lo é ligar para o CVV no número 188 (ligação gratuita) ou acessar o site da organização, que oferece apoio psicológico a quem só precisa conversar – e também recruta voluntários, mediante um programa de treinamento. E, o mais importante, procurar apoio psicológico de um profissional. 

Ofereça ajuda 


Sabe de alguém que está passando sofrendo com depressão ou pensando em suicídio? Ofereça ajuda. Os dados, da Organização Mundial da Saúde (OMS)[8] indicam que nove em cada dez mortes por suicídio poderiam ser evitadas; isso reforça a importância da valorização da vida e da conscientização sobre ela. Lembre-se do que diz a ex-primeira-ministra australiana Julia Gillard que atua na organização Beyond Blue:
“Você não precisa ser um profissional de saúde para apoiar alguém que está em risco. Só precisa ser alguém que está preparado para ter a conversa”.


Conversa com William Lane Craig

ilton santana

William Lane Craig é, provavelmente, o mais influente filósofo cristão da atualidade. Debatedor hábil, autor profícuo e pensador rigoroso, ele faz parte de uma geração que conseguiu recolocar a discussão a respeito de Deus sobre a mesa nas faculdades de filosofia. Ao mesmo tempo, ele acumula milhões de visualizações com seus vídeos no YouTube.

“Estou feliz por debater com o doutor Craig, o apologista cristão que parece colocar o temor de Deus em algum de meus colegas ateus”, disse Sam Harris, um dos chamados “quatro cavaleiros do ateísmo”, ao iniciar um debate com Lane Craig em 2011.

O filósofo americano, que acaba de completar 70 anos, é doutor pelas Universidades de Birmingham, na Inglaterra, e de Munique, na Alemanha. Além disso, leciona na Universidade Biola, na California, e na Universidade Batista do Texas. Ele conversou com a Gazeta do Povo por e-mail.

Deus morreu e ressuscitou nas universidades?

Deus propriamente dito, sendo um Ser necessário e eterno, não pode morrer. Mas a crença em Deus estava certamente moribunda entre os acadêmicos nas universidades do Ocidente durante os primeiros dois terços do século XX, principalmente como uma consequência da filosofia verificacionista, que sustenta que apenas afirmações cientificamente verificáveis são factuais. Felizmente, o acontecimento filosófico mais importante do século XX foi o colapso dessa filosofia verificacionista, já no final do século, o que levou, por sua vez, a um renascimento da metafísica e a um florescimento da filosofia da religião.

Quais seriam os sinais de que a crença em Deus já não é anátema na academia como no passado?


Existe agora uma minoria significativa de filósofos no mundo anglo-americano. Eles são ao mesmo tempo abertamente cristãos e professores altamente respeitados de algumas de nossas maiores universidades. Filósofos cristãos estão atuando em conferências profissionais e ocupando postos de comando. Eles publicam de forma profícua em publicações acadêmicas de ponta, como a Oxford University Press e a Cambridge University Press. Manuais de filosofia da religião estão em alta, um sinal do grande interesse de parte dos estudantes no assunto.

Novas associações profissionais para a promoção da filosofia cristã, como a Sociedade de Filósofos Cristãos e a Sociedade Filosófica Evangélica, têm milhares de membros. Diversas novas revistas acadêmicas dedicadas à filosofia da religião têm sido fundadas, como Faith and Philosophy, Philosophia Christi, Religious Studies, International Journal for Philosophy of Religion, e assim por diante. O número de estudantes cristãos em cursos de pós-graduação em filosofia foi estimado em 50% acima do dos atuais filósofos cristãos, o que traz boas perspectivas para o futuro.

Mas a crença em Deus parece estar em um declínio acelerado em todo o mundo desenvolvido, especialmente em países onde as pessoas têm mais acesso ao ensino superior. Por quê?


Isso não é verdade, como o exemplo dos Estados Unidos mostra claramente. A nação mais rica e poderosa no mundo hoje também é a nação com o maior número de cristãos e é a sociedade mais evangelizada da Terra. Vinte e dois por cento dos evangélicos do mundo vivem nos Estados Unidos, e a vitalidade, diversidade e tamanho das organizações e atividades cristãs aqui são quase indescritíveis.

Os Estados Unidos foram o principal veículo para levar o Cristianismo ao resto do mundo no último século: 35% dos missionários do planeta são dos Estados Unidos e 76% das contribuições financeiras de evangélicos vêm dos Estados Unidos. Mesmo na Europa, a situação não é tão óbvia. Um estudo feito pelo sociólogo Egbert Ribberink, da Universidade Erasmus de Roterdã, na Holanda, revelou que, em países predominantemente seculares, o ateísmo atrai principalmente as pessoas com menos educação, enquanto pessoas com nível educacional mais elevado tendem a ver o ateísmo como algo muito raso e militante. Assim, Ribberink conclui que a visão de que a crença religiosa é irracional e morre assim que as pessoas adquirem uma mentalidade mais científica “não se coaduna com os nossos resultados”.

Se Deus é todo-poderoso e sabe de tudo antes que aconteça, como podemos ter livre-arbítrio?


O argumento pelo fatalismo teológico baseado na presciência de Deus é uma falácia lógica. Ele se apresenta assim:

  1. Necessariamente, se Deus tem presciência de x, então x vai acontecer.
  2. Deus tem presciência de x.
  3. Portanto x vai necessariamente acontecer.

Esse argumento comete uma falácia comum na lógica modal. O que se segue de forma válida de 1 e 2 no argumento acima não é o que a conclusão 3 afirma, e sim esta:

3*. Portanto, x vai acontecer.

3* é totalmente compatível com o acontecimento de x de forma livre e contingente. Apesar do fato de que x vai acontecer, seria possível que não acontecesse. Mas, se na verdade x não fosse acontecer, então Deus teria uma presciência diferente da que Ele têm. Eu escrevi muito sobre esse tema no meu livro Filosofia e Cosmovisão Cristã (São Paulo: Vida Nova, 2005).

Você costuma apresentar cinco argumentos principais em favor da existência de Deus. Você poderia apresentar o que considera o mais forte deles ou pelo menos o que tem mais apelo para o público em geral?


O argumento que acredito ser o mais forte é o chamado argumento cosmológico kalam, que é o seguinte:

  1. Tudo o que começa a existir tem uma causa.
  2. O universo começou a existir.
  3. O universo tem uma causa.

Tendo alcançado essa conclusão, pode-se, então, fazer uma análise conceitual de quais propriedades essa causa precisa ter, mostrando, assim, que existe um Criador do Universo que é um Ser não-causado, sem começo, atemporal, fora do espaço, imaterial, grandemente poderoso e pessoal.

Esse argumento, entretanto, não é o que mais apela ao público geral. Nesse quesito, citaria o argumento moral, que é o seguinte:

  1. Se Deus não existe, valores e deveres morais objetivos não existem.
  2. Valores e deveres morais objetivos existem.
  3. Logo, Deus existe.
Este argumento é muito persuasivo porque é impossível ignorar suas premissas. Você pode ignorar, se quiser, os argumentos filosóficos e científicos em favor da origem do Universo. Mas todos os dias, ao acordar, você reage pela forma como trata outras pessoas, analisa se elas têm valor moral objetivo ou se são meramente meios para serem usados para os seus fins pessoais. A maior parte das pessoas acredita nas duas premissas do argumento moral. Elas apenas não juntaram os pontos.

Muitos de seus argumentos também poderiam ser usados para defender as outras duas principais religiões monoteístas: o Islamismo e o Judaísmo. Como é possível, de forma racional, sustentar especificamente a crença no Cristianismo?


O que separa o Cristianismo das outras duas grandes fés monoteístas é a visão que elas têm de Jesus de Nazaré. Nem o Judaísmo nem o Islamismo aceitam a historicidade da Ressurreição de Jesus. Escrevi minha tese de doutorado na Universidade de Munique sobre esse tema e descobri, para minha surpresa, que os fatos centrais que baseiam a inferência sobre a Ressurreição de Jesus são aceitos hoje pela maioria dos pesquisadores da história. São eles:

  1. Depois do sepultamento por José de Arimateia, o sepulcro de Jesus foi encontrado vazio por um grupo de discípulas no primeiro dia da semana;
  2. Vários indivíduos e grupos de pessoas, em ocasiões separadas e sob circunstâncias diversas, presenciaram aparições de Jesus vivo depois de retornar da morte; e
  3. Os primeiros discípulos passaram a acreditar, repentinamente e de forma sincera, que Jesus havia retornado dos mortos apesar de terem toda a predisposição para crer no contrário.

Esses são os fatos. A única dúvida é a melhor forma de explicá-los. Acredito que a melhor explicação é a que os discípulos originais apresentaram: Deus trouxe Jesus de volta do meio dos mortos. E, se isso é verdade, então Deus validou de forma pública e sem ambiguidade as afirmações radicais de Jesus sobre si mesmo, pelas quais as autoridade judaicas o rejeitaram como um blasfemo.

Você acredita que existe um núcleo de crenças do Cristianismo - ou “mero Cristianismo”, nas palavras de C.S. Lewis - compartilhado pela maioria das igrejas e apesar de diferenças teológicas?


Ah, sim, e esse tem sido o meu foco! As crenças centrais do Cristianismo incluem a existência de Deus, a divindade de Cristo, sua morte expiatória pelos nossos pecados e sua Ressurreição. Focando nessas doutrinas centrais, meu trabalho tem sido apreciado e usado por católicos, protestantes, ortodoxos e coptas ao redor do mundo.

Existe alguma verdade nas afirmações de que a Bíblia não é confiável como fonte porque foi modificada pela Igreja?


Não, isso é uma bobagem. Aprendi hebraico e grego para ler a Bíblia nas línguas originais nas quais ela foi escrita. Temos, nos manuscritos, provas abundantes em favor do Novo Testamento que excedem a de qualquer outro livro antigo, tanto no quesito número de manuscritos quanto no que diz respeito à proximidade desses manuscritos com os documentos originais. Quando lemos o Novo Testamento hoje podemos ter certeza de que 98% das palavras são as mesmas que foram originalmente escritas, e os trechos que permanecem duvidosos são triviais (como a diferença entre “seu” e “nosso”) e não afetam qualquer doutrina cristã.

Você ainda está disposto a debater com Richard Dawkins? Por que acha que ele se recusa a entrar em um debate com você?


Claro! Na verdade, nós estivemos em um debate com seis pessoas juntas há alguns anos na Cidade do México. O debate está disponível no YouTube. Uma fonte confiável me disse que a relutância de Dawkins em debater comigo não tem nada a ver com a minha pessoa. É que ele se recusa terminantemente a debater com um filósofo. A filosofia é uma disciplina com a qual ele não é familiarizado, então acredito que a recusa dele é algo sábio da parte dele.

As igrejas evangélicas têm crescido de forma impressionante no Brasil, geralmente atraindo membros da grande população de católicos nominais. Ao mesmo tempo, muitas dessas novas igrejas não parecem ter uma teologia sólida, enfatizando aspectos emocionais ou materialistas da religião. Você vê nisso uma ameaça grave ao Cristianismo tradicional?


Considero o chamado “evangelho da saúde e da riqueza” uma série ameaça ao Cristianismo no Brasil, já que ele é uma distorção terrível do Cristianismo bíblico. Portanto, estou determinado a fazer tudo o que posso para trazer recursos educacionais para os cristãos no Brasil poderem oferecer treinamento em doutrina cristã e apologética. Alguns dos meus livros foram traduzidos para o português no Brasil e nós criamos uma versão em português de todo o nosso website, assim como da nossa página do Facebook e nossos vídeos no YouTube. Ao longo deste século, o Brasil está destinado a emergir como uma força geopolítica e cultural e é importantíssimo que os cristãos do Brasil estejam à altura do desafio.

Você teme que focar demasiadamente nos aspectos racionais da fé pode acabar afastando as pessoas da necessidade de uma experiência pessoal e genuína com Deus?


Não, eu não acho, porque a balança tem pendido muito na outra direção recentemente. Em particular, ouvi relatos de que a igreja evangélica no Brasil tende a ser muito movida pela emoção, então um contrapeso é uma necessidade urgente. Eu espero contribuir para esse equilíbrio."

Peça perdão, mas queira mais!



Ao tratar com Caim, Deus retratou o pecado como um inimigo valente e traiçoeiro estrategicamente postado à porta da casa/coração/alma dele, esperando uma única chance para dominá-lo. Deus não apenas alertou Caim para que ele não cedesse ao pecado, mas disse-lhe sem rodeios:

"...eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo" (Gênesis 4.7).

Como sabemos, Caim fracassou. Fracassou como seu pai havia fracassado e como todos os homens e mulheres depois dele, incluindo você e eu, fracassaram. Afinal, nascidos em pecado, corrompidos desde o ventre, escravos por natureza, não havia em nós força ou poder algum dominar esse inimigo.

Finalmente, desceu dos céus e nasceu de Maria alguém mais valente que o nosso implacável inimigo. Chamado de Nazareno, ele venceu nosso inimigo, destruindo seu poder e conosco, aqueles que nele creem, repartiu sua vitória. Agora sim, nosso inimigo, não tão valente, mas ainda traiçoeiro, não é mais uma ameaça assustadora.

A censura de Deus a Caim ainda faz-se ouvir a cada um de nós: "Cumpre a ti dominá-lo". Isso significa que arrepender-se do pecado e pedir perdão é o primeiro estágio de uma jornada espiritual que te fará cada vez mais forte, cada vez mais cheio do Espírito, cada vez mais abundante em graça, cada vez mais obediente à Palavra, cada vez mais parecido com Cristo. Pessoas que estão nessa jornada confessam seus pecados em orações parecidas com essa:

Perdoa-me Senhor. Mas eu lhe peço mais, faça-me forte e cheio do teu Espírito de tal maneira que nunca mais esse pecado ofenda a tua santidade e entristeça o teu Espírito em mim.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

O diabo ri

ilton santana


O diabo zomba das nossas decisões.

O diabo debocha dos nossos votos de ano novo,

das resoluções de vida na ocasião do nosso aniversário,

das escolhas que tomamos cheios de certeza

após os congressos e retiros espirituais.

Todos os domingos à noite o diabo ri,

debocha dos votos espirituais que fazemos com lágrimas e mãos estendidas

envolvidos pela música suave após o sermão.

Mas o diabo não ri, não zomba ou debocha quando você ora.

Ele treme quando seus joelhos se dobram em oração.

Porque nessa hora, o diabo e o universo inteiro sabem

que você finalmente começou a entender:

Suas escolhas, votos e decisões só valem alguma coisa
quando acompanhados de firme e constante oração.


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A história do Setembro Amarelo

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